Doleiro dos doleiros', Dario Messer é condenado a 13 anos de prisão


O juiz federa Alexandre Libonati de Abreu, 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou o doleiro Dario Messer a uma pena definitiva em 13 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Ele também deverá realizar o pagamento de 416 dias-multa.


Na ação, o “doleiro dos doleiros” é réu pela participação em esquemas nacionais e transnacionais de lavagem de dinheiro e outros crimes.


Na semana passada, Messer firmou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal que prevê a devolução de R$ 1 bilhão e o cumprimento de até 18 anos e 9 meses de prisão.





O acordo celebrado também prevê a renúncia de bens, que incluem imóveis de alto padrão e valores no Brasil e no exterior, além de obras de arte e um patrimônio no Paraguai ligado a atividades agropecuárias e imobiliárias, que deverão fundamentar um pedido de cooperação com as autoridades paraguaias para sua partilha com o Brasil.


O doleiro esteve envolvido na ação que resultou em ordem de prisão da Lava Jato fluminense no ano passado contra o ex-presidente paraguaio Horacio Cartes. Investigações apontaram que Cartes teria ajudado Messer a se manter foragido no Paraguai antes de o doleiro ser preso em julho do ano passado.


Em abril, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo pediu para o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), reestabelecer a prisão em regime fechado de Messer. Ele foi liberado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) para cumprir prisão domiciliar devido à pandemia do novo coronavírus.


Messer também responde em outra ação pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionados a delitos praticados pelo ex-governador Sérgio Cabral, investigados nas operações "Eficiência" e "Câmbio Desligo".

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